A ESCRAVIDÃO E AS REVOLTAS EM ROMA
A EXPANSÃO ROMANA E A ESCRAVIDÃO
A escravidão é uma prática em que uma pessoa exerce poder absoluto sobre outra, tratando-a como propriedade. Nesse contexto, o escravizado não tem controle sobre sua própria vida. Na Antiguidade, essa prática era bastante comum. Durante as campanhas de conquista, muitos prisioneiros de guerra foram levados para a Península Itálica. Os romanos ricos, por sua vez, possuíam centenas de escravizados, provenientes de diversas origens, como gregos, macedônios, asiáticos, entre outros.
A ESCRAVIDÃO EM ROMA
Os escravizados em Roma eram empregados em várias atividades, como mineração, agricultura, serviços domésticos, comércio, entre outros.
Nos casos em que o trabalho exigia confiança entre o escravizado e o proprietário, alguns podiam receber uma comissão e até mesmo ter a possibilidade de comprar sua liberdade.
Quando um escravizado se tornava livre por meio de um cidadão romano, ele poderia adquirir a cidadania.
O TRABALHO DE UM ESCRAVO
A agricultura era um dos pilares econômicos de Roma, e a maior parte da força de trabalho era composta por escravizados, embora também houvesse trabalhadores livres. Os escravizados que trabalhavam no campo enfrentavam condições extremamente difíceis e uma vida curta. A maioria dos trabalhadores não especializados que realizavam atividades agrícolas nas grandes e médias propriedades vivia em condições deploráveis. Já o administrador da propriedade, geralmente um capataz, possuía alguns direitos especiais, como o direito de se casar, que não eram garantidos aos outros escravizados.
QUEM ERAM OS GLADIADORES?
Gladiadores eram escravizados ou prisioneiros treinados para lutar contra outros homens ou até mesmo animais nos anfiteatros, como forma de entretenimento para os romanos. As lutas de gladiadores faziam parte do cotidiano e da cultura romana.
A LUTA PELA LIBERDADE
Durante a expansão de Roma, ocorreram várias revoltas de escravizados, sendo a mais conhecida a liderada por Espártaco, um escravizado que se tornou gladiador. Milhares de escravizados, além de homens livres empobrecidos, se uniram à rebelião, que contou com cerca de 100 mil combatentes no sul da Península Itálica, entre 73 e 71 a.C.
O FIM DA REVOLTA DE ESPÁRTACO
Espártaco obteve vitórias contra as tropas romanas em diversas ocasiões, conseguindo dominar boa parte do sul da Itália. No entanto, as forças romanas se uniram e conseguiram derrotar os rebeldes. Como punição, cerca de 6 mil rebeldes foram capturados, crucificados e expostos ao longo da Via Ápia, estrada que ligava Roma ao sul.